domingo, 1 de abril de 2007



Quando partires

Quando a terra come o que te resta
E o cabelo insiste em crescer sem sentido,
Os ossos quebram sem vontade,
Os olhos fecham perdidos.

Quando quem te ama chora de saudade
E quem te quer sofre em silêncio,
Os olhos molham de verdade,
O coração pára ressentido.

Quando o céu se abre para te receber
E a tua alma ascende ao infinito,
Os anjos tocam suas harpas,
Os teus medos renunciam.

Quando o que foste já não interessa
E o que fizeste não é lembrado,
O que sobra é miragem,
Os pecados foram apagados.

Quando tudo perde significado
E ninguém se lembra do que abdicaste,
O teu ego fica defraudado,
O orgulho verga ao peso na consciência.

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